sábado, 11 de fevereiro de 2012

LESBIANISMO & DSTs




A homossexualidade feminina é uma variante normal da heterossexualidade e existem muitas mulheres lésbicas felizes com sua orientação sexual. A mulher lésbica poderá ser feliz. Vai depender muito da compreensão que tenha da homossexualidade e de seu equilíbrio emocional.

Os programas de prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) governamentais apresentam falhas, quanto as suas campanhas publicitárias. As peças publicitárias não abordam de forma consistente a prevenção junto à população homossexual do país. Uma parcela enorme de jovens gays e lésbicas não tem acesso às informações de como devem se prevenir contra as DSTs.
As jovens garotas lésbicas são as mais prejudicadas e não têm acesso às informações de como se protegerem.
Com relação ao ato sexual entre mulheres deve existir uma preocupação com as DSTs, que são causadas por fungos, bactérias, protozoários e vírus e são passadas no ato sexual. As DSTs são transmitidas entre mulheres lésbicas através da secreção vaginal, sangue, boca nas genitais, roçar das vulvas, dedos, mãos na vulva, vagina, ânus e penetração sem camisinha com brinquedos sexuais.
Uma coisa que as mulheres lésbicas de forma geral não imaginam é que elas podem sim ter várias doenças sexualmente transmissíveis, algumas delas até em maior número e com mais complicações do que em heteros ou bissexuais. 
As lésbicas não estão imunes às doenças sexualmente transmissíveis. Isso se dá por falta de alguns cuidados e informações.

Vamos saber mais sobre as DSTs entre lésbicas:

As DSTs podem ser entendidas como qualquer doença que seja transmitida através de relações sexuais, que podem variar desde um beijo até um ato sexual propriamente dito. Também são conhecidas como DOENÇAS VENÉREAS, uma associação com a deusa Vênus da mitologia grega, responsável pelo amor e sexo. Na grande parte das vezes a pessoa que está infectada transmite à outra através da relação sexual, mas também pode ser durante o beijo, sexo oral, brincadeiras com dedos , brinquedos, uso de roupas íntimas, enfim tudo que proporcione o contato do vírus ou da bactéria de uma pessoa com a outra. Entre as lésbicas o número de transmissão do HIV (vírus que provoca AIDS) são bem baixos, mas outras DSTs apresentam índices altos.
 A melhor forma de prevenir o contágio é através da camisinha, mas entre lésbicas isso só é válido no caso de uso de vibradores, objetos, não dá prá usar a camisinha, ainda que a feminina. O ideal então é que se tenha o máximo de higiene e cuidados com a saúde possíveis.
As DSTs, e aqui não vamos falar da AIDS que merece um capítulo especial, podem levar a sérias complicações como disfunções sexuais, dor durante o ato sexual, esterilidade, aborto, alguns tipos de câncer e até morte. Como saber se contraiu uma DST?

Existem vários sintomas que podem indicar a presença de uma DST, mas muitas delas não têm sintomas e só podem ser diagnosticadas através de consultas ao ginecologista e exames.

Principais sinais e sintomas das DSTs em mulheres:

 
1. Aparecimento de feridas (úlceras) em regiões como a vagina, grandes lábios, interior da boca, perto do ânus. 
2. Corrimento: o corrimento da mulher é maior quando ela ovula, mas é um corrimento clarinho e sem cheiro. Se o corrimento mudar de cor, ficar com um cheiro forte, manchar a calcinha ou tiver um sabor diferente, indica fortemente alguma alteração na flora da vagina e a presença de uma DST. 
3. Verrugas nas regiões vaginal e anal são forte indício de DSTs, especialmente o HPV. 
4. Ardência ou coceiras, mais sentidas quando se vai urinar ou no início ou fim da relação sexual. Algumas mulheres podem sentir as duas coisas juntas, ou separadas, ou sentir só de vez em quando. 
5. Dor ou mal estar, geralmente uma dorzinha incômoda abaixo do umbigo, na parte baixa da barriga, quando se urina, evacua ou nas relações sexuais.


DSTs mais frequentes entre mulheres:


1. SÍFILIS: A sífilis é uma DST causada por bactéria que pode ou não ter um período de incubação e até não apresentar sintomas, isso pode variar entre 15 dias até 3 meses.

Os sintomas são muito variados, mas geralmente há o aparecimento de gânglios, que são os órgãos responsáveis pela defesa do organismo, conhecidos como ínguas. 
Esse gânglios vão estar aumentados e dolorosos e aparecem geralmente na virilha. 
Nesta fase inicial podem aparecer também algumas feridas arredondadas que não doem, nem coçam. E aí aparece um corrimento amarelado pela vagina. Como nesta fase já pode tem as bactérias circulando pelo organismo, podem surgir outros sintomas como febre, mal-estar, cansaço, dores nas juntas. E mesmo antes do aparecimento dos sintomas, a bactéria já está presente no sangue e nas secreções e é possível ser transmitida.

A sífilis é especialmente perigosa em mulheres grávidas, pois pode causar malformações nos fetos. 
É uma doença muito séria, mas que tem um tratamento rápido, seguro, barato e eficaz se for descoberta a tempo. Por isso, se você tem algum destes sintomas ou manteve relações sexuais com alguém que teve, é muito importante que procure um ginecologista.

 
2. Gonorreia ou blenorragia: A gonorreia também é uma doença causada por bactéria e as formas de transmissão são muito parecidas com as da sífilis, ou seja: sexo oral, vaginal, anal, beijos, dedos, brinquedos.  A gonorreia tem um período de incubação menor do que o da sífilis, entre dois e sete dias, e homens e mulheres tem sintomas um pouco diferentes.

Sintomas na mulher:
· Corrimento vaginal
· Dor no canal da vagina com irritação
· Alterações intestinais
O tratamento também é rápido e eficaz, mas deve ser feito com rapidez.

3. Herpes: A herpes é causada por um vírus. Precauções que você pode tomar, enquanto o governo não age: uso de luvas cirúrgicas para a penetração vaginal e o cling film para o sexo oral. Exames periódicos para saber se tudo anda bem.


Caso uma mulher lésbica faça sexo com uma parceira que não é fixa e não a conhece muito bem, é necessário fazer o sexo seguro. As dicas são:
•  Esfregar a vulva na parte da parceira onde não há possibilidade de troca de fluidos corporais;
•  Utilizar luva cirúrgica, camisinha masculina ou dedeira na penetração para proteger dedos e mãos;
•  Unhas sempre bem aparadas e limpas para evitar cortes e arranhões;
•  Caso utilize brinquedos sexuais ou consolos utilizar a camisinha;
•  Caso compartilhe da brincadeira com a parceira, utilizando consolos, trocar sempre a camisinha;
•  Nunca penetrar a vagina e o ânus com a mesma camisinha, é necessário trocar.

Para fazer sexo oral na vagina é necessário:
•  Utilizar camisinha masculina ou feminina cortada para adaptar melhor, ou usar o Dental Dam, quadrado de látex, encontrado em lojas de material para dentista que se adapta muito bem ao sexo oral. Para melhor comodidade utilizar camisinha sem lubrificante;
•  Caso use lubrificante para penetração vaginal ou anal, utilize-o à base de água, vendido em farmácias;
•  Caso a parceira seja fixa é necessário que ambas visitem regularmente o ginecologista para checar como anda a saúde e fazer exames de rotina;
•  Corrimento amarelo, esverdeado, branco e viscoso, mal cheiroso é sinal de não saúde. Bem como vermelhidão, verrugas nos genitais, feridinhas e coceiras;
•  No ato de urinar se sentir muito ardor é um sinal de que deve haver algum problema com sua saúde.
Cuide-se e evite futuros problemas que podem comprometer sua saúde sexual e da sua parceira.

Esperamos ter ajudado, este tema foi solicitado através do nosso
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não deixe de nos escrever.

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